A velocidade de dobra tem sido por muito tempo um artificio das
aventuras de ficção científica. Um Dispositivo
mágico "deformando
o espaço" e impulsionando as fantásticas naves de filmes
e seriados
como Jornada nas Estrelas a velocidades muito mais rápidas que
a
velocidade da luz.
A maioria dos cientistas ridicularizou à idéia de viajar
mais
rapidamente que a velocidade da luz e consideraram isto como
uma impossibilidade absoluta. Estes céticos se fundamentaram
em uma teoria cientifica muito poderosa e que, ao longo deste
século, tem resistido a todos as provas: A Teoria da Relatividade
Especial de Albert Einstein. Um dos conceitos básicos desta
teoria
é que nenhum objeto físico deste universo pode viajar
a uma
velocidade maior que a velocidade da luz ou seja, nenhum objeto
pode viajar a uma velocidade maior que 300.000 km/s (aproximadamente).
Mas, sem dúvida, o conceito mais importante da Teoria da Relatividade
é a famosa afirmação da "equivalência entre
massa e energia",
expressa através da equação E=mc2. Essa fascinante
fórmula nos
diz que, devido a relatividade, a massa dum corpo aumenta quanto
mais rapidamente este se mover. Desse modo, o corpo ganha energia
cinética (a energia de movimento) que é diretamente proporcional
a massa do corpo e ao quadrado de sua velocidade. Como o aumento
da massa acarreta um aumento da energia, fica fácil perceber
que a massa está relacionada à energia e, logicamente,
a
energia a massa. Ambas são equivalentes! Assim, quanto mais
um objeto se aproxima da velocidade da luz, mais e mais massa
(ou seu equivalente em energia) será necessário para
aumentar
a velocidade do objeto, crescendo geometricamente de tal modo
que no limite da velocidade da luz tende ao infinito.
Para qualquer viajante a bordo de uma nave espacial que viaja
perto da velocidade de luz, o tempo fora da nave pareceria
passar mais rapidamente, enquanto que para os passageiros
dentro da nave o tempo passaria mais lentamente. Este efeito
é ilustrado melhor no " Paradoxo dos Gêmeos" onde um gêmeo
viaja para uma estrela com velocidade próximo da velocidade
da luz e o outro gêmeo permanece na Terra. Quando o gêmeo
que estava viajando retorna para a Terra, ele encontra o
seu irmão gêmeo muito mais envelhecido, comparado consigo.
Esse efeito não usual é consequência da "dilatação
temporal
de Einstein" que acontece com corpos que viajam a velocidades
próximas da velocidade da luz.
Assim, a existência de um limite de velocidade define a
relação temporal de eventos, em outras palavras, podemos
dizer estritamente que define a relação entre causa e
efeito.
Viajar mais rapidamente que luz, caso fosse possível, poderia
resultar em todos os tipos de paradoxos causais; eventos que
parecem preceder causas. Um desses paradoxos famosos encontrados
na ficção científica diz respeito a possibilidade
de voltar
no tempo e matar um dos seus pais antes de você ter nascido.
Caso isto acontecesse, então você deixaria de existir.
Mas se
você não existe não poderia ter voltado no tempo
e matado seu
pai ou sua mãe. Mas se você não matou seu pai ou
sua mãe,
você não poderia ter deixado de existir!!!
Porém, existe um físico que pensa ter achado um modo para
evitar este limite universal de velocidade, que poderá tornar
real a possibilidade de uma viagem a "velocidade de dobra",
que, mais uma vez, poderá tornar real a ficção
científica de
hoje. No futuro, o físico mexicano Miguel Alcubierre, que se
doutorou na Universidade de Cardiff em Gales, Inglaterra, será
reconhecido como o cientista que tornou possível está
conquista
de nossa ciência. Alcubierre, parece ter achado uma brecha na
Teoria de Relatividade Geral de Albert Eisntein, que permite
este tipo de viagem mais rápido que a velocidade da luz. De
acordo com Relatividade Geral, o espaço não é
uma entidade
estática, além disso, a conjunção espaço
e tempo forma
uma "estrutura quadridimensional", uma " entidade dinâmica
" que pode ser torcida e deformada por concentrações
de
massa e energia.
De acordo com a teoria de Alcubierre, seria possível
gerar uma distorção deste "continuum espaço-tempo",
seria
possível criar uma dobra espacial, usando algo chamado
"massa exótica", na frente e atrás de um objeto que então
seria impulsionado a velocidades mais rápidas que luz. Mais
especificamente, o "espaço-tempo" na frente do objeto é
contraído e se expande atrás dele, criando o " campo
de
dobra" no qual o objeto poderia viajar semelhantemente a
um surfista em uma onda, onde a velocidade local é menor
que a velocidade da luz. Mas, globalmente, não existiria
nenhum limite de velocidade. A própria astronave necessariamente
não estaria acelerando e, portanto, não sofreria nenhuma
dilatação temporal.
Matéria exótica é uma forma hipotética de
matéria (prevista
na Teoria do Universo Inflacionário) que tem uma "densidade
de energia negativa". Em outras palavras; cria um tipo de
pressão negativa ao seu redor, repelindo a gravidade. (A
existência de densidades de energia negativas, foi provado
em experiências de laboratório).
De acordo com as equações de Alcubierre, não haveria
nenhum
dos efeitos de dilatação de tempo experimentados por
astronautas
que viajam perto de velocidade de luz em espaço normal. E a
nave
poderia reduzir a velocidade ou acelerar tão rápido quanto
seus
pilotos desejassem, sem o medo de serem reduzidos à mesma
consistência de uma geleia pelas forças inerciais. Os
astronautas teriam aceleração zero em relação
ao espaço ao
redor deles dentro do "campo de dobra". No entanto, lembre-se
que tudo isto depende da improvável existência de matéria
exótica.
Ela pode muito bem não existir. E, caso possa existir, ainda
restaria a pergunta: Como se poderia criar e controlar este
tipo de matéria?
Estas questões fazem muitos cientistas considerarem a
teoria de Alcubierre como nada além de uma abstração
matemática interessante, (e certamente não é uma
prova
absoluta que viagem mais rápido que a luz seja possível).
Porém, o fato mais importante aqui é que ATÉ a
teoria de
Alcubeirre, a possibilidade de viagem mais rápido que a
luz eram consideradas completamente impossíveis. Agora,
uma porta pode ter sido aberta, uma porta suficientemente
grande para que o homem e suas futuras naves possam se
aventurar na realização de um sonho impossível.
Ou seja,
superar a velocidade da luz e se aventurar aos confins do
Universo. Mas, se realmente esta porta conduz a algum
lugar, somente uma outra geração de físicos poderá
dizer!
Convém lembrar que, do mesmo modo que pode estar acontecendo
com esta nova teoria, muitos dos objetos que hoje fazem parte
de nosso dia a dia, já fizeram parte das histórias (ou
estórias)
de ficção científica. Robôs, computadores,
televisão, a educação
com o emprego de computadores, a aldeia global, clones,
transplantes, a engenharia genética, a exploração
do espaço
próximo da Terra, estações espaciais, buracos
negros, etc...
não passavam de ficção para os nossos antepassados.
Muitos
cientistas no início deste século chegaram a afirmar
que era
impossível ao homem ir a Lua. No entanto, esta viagem já
pode
ser realizada com facilidade em nossos dias. Assim, a velocidade
de dobra, que para muitos não passava (ou passa) de uma tola
ficção, hoje já é aceita por muitos como
algo realizável.
Como dissemos acima, já existe uma brecha que algum dia poderá
tornar estas viagens uma possibilidade real.
Bem, se a nova Teoria de Alcubierre diz que no futuro existe
uma possibilidade real da humanidade empreender viagens através
do Universo, certamente dentre as várias civilizações
mais
adiantadas que a nossa que provavelmente devem existir somente
em nossa galáxia, algumas já devem ter alcançado
um e estágio
científico capaz de tornar possível a Tecnologia para
a
Velocidade de Dobra. Assim, é possível que tenham chegado
ao
nosso planeta e estejam nos estudando. O importante é que a
Teoria de Alcubierre, contrariando todos os céticos e seus
argumentos, pode tornar os UFOs um acontecimento REAL!
Baseado em um texto de:
Bryce Burchett & Chris C. Stephenson.
Gelson Rocha